Conversando sobre artes marciais japonesas - Parte 2

Onegaishimasu!

(^_^)

Como sou praticante de três artes marciais distintas, duas com origem em Okinawa (ou melhor dizendo, Ryūkyū): o Karatedō (Shitōryū) e o Kobudō; e uma com origem japonesa: o Iaidō (para ser mais claro o Musō Jikiden Eishinryū) nada mais normal do que abordar temas que tenham relações com estas artes.

Antes de entrar especificamente na abordagem de qualquer uma das artes é necessário saber algumas coisas para que você consiga acompanhar os "posts", entendendo o porquê uso isso ou aquilo por aqui.

Dois comentários rápidos sobre dois temas que me parecem ser muito relevantes para que se tenha um trabalho de qualidade: o Nihongo (Língua Japonesa) e os Sistemas de Romanização.

Não é necessário saber falar japonês para treinar Karatedō, Kobudō ou Iaidō, porém é necessário conhecer os termos básicos que são utilizados nas aulas que, em sua grande maioria, são oriundos da Língua Japonesa. Como todos sabem, os japoneses não escrevem utilizando o nosso alfabeto, mas sim ideogramas e caracteres, ou Kanji e Kana (Hiragana e Katakana).

Quando passamos estes Kanji e Kana para o nosso alfabeto, e buscamos fazer um trabalho sério, devemos utilizar algum Sistema de Romanização oficial. Há pelos menos três processos de romanização, reconhecidos pelo governo japonês, que podem ser utilizados para passar os Kanji e Kana para o nosso alfabeto, dentre eles o mais utilizado pelos ocidentais é o Hebon-shiki ou Sistema Hepburn.

Obviamente, posso, se quiser, escrever de qualquer jeito, conforme meu gosto. Porém, em nível de seriedade e comprometimento necessários a um praticante de artes marciais isso não me parece uma boa escolha. Tomar este caminho, é o mesmo que dizer... “eu sei que há a forma certa de fazer, por exemplo, ‘Gedan-barai’ (também ‘Harai-uke’ ou ‘Harai-otoshi’), mas faço do meu jeito”.
“Falar japonês, todos são capazes. Escrever e ler japonês (corretamente)”, nem todos conseguem” (YAMAGUCHI NAGATOSHI).
Aprender a escrever japonês é uma tarefa extremamente árdua, pois a escrita japonesa é, como tantos outros aspectos da vida japonesa, um “caminho” a ser percorrido por toda a vida. Porém, reconhecer alguns Kanji e aprender a escrever os caracteres em Hiragana e Katakana é uma tarefa, relativamente, fácil... bastando para isso dedicar um pouquinho de tempo e ter um mínimo de esforço.

Em uma postagem futura, apresentarei o Sistema Hepburn de romanização e os Kana.

Aos que se interessarem por aprender a escrever os Kana, sugiro que comecem pelos “Katakana” e, depois de aprendidos passem aos “Hiragana”. Existem ótimas apostilas, grátis, na Internet, que mostram a ordem e a trajetória correta dos traços, pois assim como nas artes marciais há uma ordem correta para a execução dos movimentos, também há na escrita japonesa.

Denis Andretta
Porto Alegre/RS
22 de janeiro de 2018

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